Não existe a possibilidade de voltar para o blog sem me redefinir novamente. Em um ano muita coisa muda. Eu sei que eu mudei.

Toda a intensidade da minha lua em gêmeos virou serenidade do meu ascendente capricornio. Todo o meu vazio existencial se tornou fé espiritual. Toda a minha impulsividade sagitariana virou responsabilidade. A minha raiz borderline se fortaleceu como tronco sólido. Cresci.

Não que eu me arrependa de quem fui, ou saiba exatamente quem sou. Mas a cada dia que passa parece que uma parte de mim se fortalece um pouco mais. Usarei a minha habilidade de me reinventar sempre que necessário, mas como uma pedra sendo lapidada, tudo que permanece é cada vez mais belo e genuíno, logo, não há porque ser resignificado.

Mas muita coisa continua igual. Eu continuo uma eterna aprendiz em busca do sentir na sua forma mais pura. Continuo apaixonada por música, filosofia, psicologia, causas políticas e ambientais. Ainda tomo minha paroxetina diariamente. Ainda rezo para o mesmo Deus todas as noites.

A diferença da Amanda de ontem e da Amanda de hoje é que a Amanda de ontem buscava ser, enquanto a Amanda de hoje é. Toda aquela paz que minha alma tanto ansiava foi encontrada. E pasmem, em mim mesma.

Eu sou uma pessoa feliz. Completa. Imperfeita. Feliz.