Ao som de Mraz, Not So Usual

Saudades de terapia. De me sentir no pleno controle das minhas escolhas, meu comportamento. Emoções são inevitáveis, mas o que fazemos com elas é por nossa conta. Por que será que não importa o que aconteça, eu sempre volto pra esse lugar… estranho, vazio, sem sentido? Não aceito, cara. Não aceito mesmo.

Eu não tenho recursos pra descrever toda a perturbação e desespero que me dominam nessas situações. Vai além da minha compreensão. Parece que, para me manter ~normal~, eu preciso fazer um esforço excruciante. Se não eu desisto. Me entrego, me largo… a sei lá o que.

E agora, com tantas decisões a tomar… meu futuro, minha renda, minha companhia, meus relacionamentos… eu só queria ter 3 dias de férias e de fato, mofar um pouco. Ainda não tive essa chance, tudo tem sido tão corrido, tão fora da minha realidade… fora a minha fase interrompida de luto que, enfim, let’s not go there… são 5 da manhã.

Teria que acordar as seis. Provavelmente hoje não conseguirei fugir. Mas não tenho forças, vontade, ânimo.

Uma coisa que sempre notei é que eu preciso de algo que justifique minha existência. Um amor, uma função, algo… externo. Não deveria ser assim, né? Tanta gente em condições tão mais inóspitas e ainda assim resilientes, lutadoras, sobrevivendo ao que vida trouxer no caminho.

Não é fazendo psicologia que a gente se acha, viu? Só digo isso. And I better stop my nonsenseness right now, and enjoy the last 60 minutes left… however I can.

Life’s short, why can’t I take the best of it?