Manja o vazio? Então… to nele.

Hoje eu procurei (como sempre faço, em meus ataques masoquistas) qualquer vestígio do meu sentimento por você… insistentemente. E nada veio, absolutamente nada. Quando eu ouvi da voz da minha terapeuta aquilo que você nunca teve a coragem de dizer, aquilo me machucou tanto, mas também me trouxe tão de volta pra realidade, que eu não consigo entrar em contato com essa coisa linda que eu sentia por você. E agora?

Eu me odeio por isso, de verdade. Porque você havia despertado em mim uma das coisas mais bonitas que eu havia sentido. Contradição. Pagar 60 reais por sessão pra resolver um problema que eu não quero resolver. Como lidar? Não, você não é o foco da minha terapia. Sim, eu quero resolver esse problema,como todos os outros… mas fantasiar sobre o mundo ideal no qual você seria grande parte, faz falta.

Odeio chegar no estágio que a única coisa que sinto é a falta de sentir. Sei que é melhor assim, sei que é mais ~saudável~. Mas não é como eu queria que fosse.

Não vejo a hora de qualquer coisinha me despertar de volta para o nosso mundo, minha vivência individual de puro atraso de vida e caos, meu vício quase maior que o cigarro.

Mas enquanto isso a vida continua, e do que eu tenho pra reclamar, hein? Tá tudo tão bem… se essa for mais uma tentativa de boicote, parabéns pra mim. Eu sou uma cuzona mesmo.

Ao som de Never Say Never, by The Fray. Só pra aumentar a ironia desse post sem sentido.

… ’till I belong to you

… mas eu nem ligo :P

espero ter unhas até lá ><

Tarefas do dia, hehe.

Ligar na auto-escola pra ver o horário das aulas
Fazer compras
Arrumar a cozinha
Cozinhar
Passar no banco
Depilação
Terapia
Albuns V

Ao som de Mraz, Not So Usual

Saudades de terapia. De me sentir no pleno controle das minhas escolhas, meu comportamento. Emoções são inevitáveis, mas o que fazemos com elas é por nossa conta. Por que será que não importa o que aconteça, eu sempre volto pra esse lugar… estranho, vazio, sem sentido? Não aceito, cara. Não aceito mesmo.

Eu não tenho recursos pra descrever toda a perturbação e desespero que me dominam nessas situações. Vai além da minha compreensão. Parece que, para me manter ~normal~, eu preciso fazer um esforço excruciante. Se não eu desisto. Me entrego, me largo… a sei lá o que.

E agora, com tantas decisões a tomar… meu futuro, minha renda, minha companhia, meus relacionamentos… eu só queria ter 3 dias de férias e de fato, mofar um pouco. Ainda não tive essa chance, tudo tem sido tão corrido, tão fora da minha realidade… fora a minha fase interrompida de luto que, enfim, let’s not go there… são 5 da manhã.

Teria que acordar as seis. Provavelmente hoje não conseguirei fugir. Mas não tenho forças, vontade, ânimo.

Uma coisa que sempre notei é que eu preciso de algo que justifique minha existência. Um amor, uma função, algo… externo. Não deveria ser assim, né? Tanta gente em condições tão mais inóspitas e ainda assim resilientes, lutadoras, sobrevivendo ao que vida trouxer no caminho.

Não é fazendo psicologia que a gente se acha, viu? Só digo isso. And I better stop my nonsenseness right now, and enjoy the last 60 minutes left… however I can.

Life’s short, why can’t I take the best of it?

E 2010 chegou chutando a porta. Não deu tempo de fazer aquele famosinho post de metas pro ano (se bem que, chega de metas, né? Vide as minhas “humildes” 101), não deu tempo de partilhar com meus leitores imaginários minhas reflexões, mas… 14 dias depois (atrasadinha, né?), cá estou eu pra falar um pouco das coisas que rondam meus pensamentos.

Pra começar, eu não sei se foi porque eu comecei o ano muitobemobrigada, que estou com um sentimento muito bom sobre ele, até sobre eu mesma também. Óbviamente, não deixei de ter meus cinco minutos, não estou completamente satisfeita/feliz/realizada/sossegada, mas algo com certeza mudou. Talvez o meu modo de olhar para as coisas, tanto pro externo quanto pro interno, tenha mudado seu foco. Acredito bastante que essa hipótese justifique essa paz de espírito que, mesmo não constante, tem servido como plano de fundo para todas as minhas vivências neste ano.

Na verdade, estou sendo até injusta. Não foi um clique mágico que ocorreu na meia noite do dia 31 (só porque eu estava muito bem acompanhada). Foi um processo. Lento, cansativo, difícil… assim como todos os outros. Processo que ainda estou cursando, diga-se de passagem. Que começou bem antes da virada desse ano.

E falar sobre isso me remete instantâneamente às palavras de uma amiga minha, durante uma conversa nossa, no final de 2009. Espero que ela não se importe com essa exposição, mas eu me senti na obrigação de “espalhar essa semente”, uma vez que ela tem sido tão frutífera pra mim. Blablablás a parte, estavamos conversando sobre acontecimentos diversos, até que a conversa caiu nisso aqui (mais ou menos, edições se fizeram necessárias):

“Eu tenho um novo estilo de vida: serenidade. O que é bom e o que é ruim eu encaro com serenidade, e tento tirar alguma coisa de cada coisa. Não importa o q acontece, o que importa é como você se sente em relaçao as suas atitudes quando uma coisa chega num resultado. Se eu posso bater uma porta devagar, eu bato devagar, pq vai q um dia a porta quebra. Vai ser tao bom olhar pra porta e saber q eu bati devagar todas as vezes [...] e eu achava q gostar de mim ia me transformar numa pessoa egoista, mas é o contrario, pq eu to virando uma pessoa melhor, em tudo, sabe? Tto dando o meu melhor em tudo. Pq é isso… talvez de certo, talvez de errado, mas eu to bem comigo mesma, pq to dando meu melhor. E se voce for parar pra pensar, isso é tão SIMPLES.. tão obvio. E é dificil, cada vez ta ficando menos dificil, mas nao é facil.. é so simples msm. E eu to vivendo minha vida assim, em tudo, como disse, ate da forma que eu fecho a porta do carro. Nao sei se isso é felicidade, paz interior.. só sei que me faz bem e dormir tranquila. Sei la, qd voce passa a ver as coisas assim, voce fica mais corajosa, é tão bom. Acho que a chave é isso: nao esperar resultados, apenas agir de modo que voce possa se amar independente do que aconteça, pra mim, esse foi o x da mudança. Pq qd voce poe sua paz de espirito como prioridade, voce acaba mudando cada coisinha do dia-a-dia.. de uma briga no transito a decidir se vai estudar pra prova final ou nao.”

Indo um pouco mais fundo nessa reflexão da Rafa, eu acho que entra um pouco de aceitação também. Pra tudo. Desde questões mais primitivas como a não imortalidade/onipotência/onisciência/onipresença/imperfeição do nosso ego (sim, pra criarmos* um Deus tão bom assim, teriamos que ter um pouco dele em nós mesmos, não?), até a mudança de plano de fundo das nossas ações, saindo do principio do prazer e transitando pro principio da realidade.

Humildade, maturidade, até mesmo desistência. Me vem tantas coisas à mente ao dissertar sobre isso. Coisas que me fariam vagar por horas nesse meu dircuso dialético e exaustivo. E eu até poderia ficar triste, por ter demorado tanto pra me permitir que caísse a ficha sobre coisas tão óbvias, primordiais pra minha sobrevivência. Mas eu tô tão, tão satisfeita com quem eu sou nessa noite. Até mesmo com minhas imperfeições, limitações, frustrações. Se eu de fato reclamasse por conseguir finalmente subir esse degrau, eu não o teria subido at all.

Com certeza, a escalada ainda é grande, há muito que se conquistar, aprender… e tropeçar, por que não? Mas é com essa energia boa que a Rafinha me jogou a semente que eu entro em 2010, e pretendo sair dele da mesma maneira.

*há controvérsias

A enfrentar meus medos.

A fugir dos meus padrões patológicos.

A deixar de buscar as mesmas pessoas.

A superar a solidão.

A respeitar meus limites.

A saber dizer não.

A me entregar verdadeiramente, me permitir.

A lidar com a minha dor, mas mais do que isso, superá-la.

Não quero que meu 2010 seja assim.

Obvio que não conseguirei fazer tudo amanhã, né? Mas só pra listar… conforme eu vou conseguindo eu vou riscando e yay, then I’ll feel good about myself.

- Colocar a conversa com a Rafa no word, e kinda write a letter to myself (quem sabe um post?) about it.
- Terminar de ler DG, PSK, e Hell.
- Arrumar minha estante.
– Ligar pra @fashionfor (ela me ligou, achei foufo) e pra Kim.
- Atender a Nathy e a Carol.
- Fazer compras, then almoço.

- Botar roupa pra lavar e guardar as que estão no varal.
– Mandar e-mail pra Vanessa contando que eu passei.
- Conhecer o trabalho do tatuador aqui de perto.
- Organizar meus favoritos do blog.
- Limpar meu pc.

Morar sozinha sucks x.x

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